Em uma manhã fria ela luta contra o tempo para ganhar alguns minutos debaixo de sua coberta tão acolhedora, mas como o tempo não costuma perder ela é obrigada a acordar e o faz enquanto é acordada do jeito que tanto queremos: recebendo um grito que nos lembra o quanto estamos atrasados. Assustada, mas ainda contra sua vontade, ela levanta e começa correr para se trocar, arrumar suas coisas, cuidar de sua filha e ainda tomar o café. Contudo, como se fosse apenas para combinar com o agradável jeito de ser acordada, a roupa não está passada, seu material se encontra nos quatro cantos mais distantes da casa, sua filha faz a maiorzona com a areia de sua caxinha, deixando-a toda para fora.
Por mais difícil que seja ela tenta não se desanimar e faz tudo que tem que fazer sem xingar ou socar algo. Terminado tudo falta apenas o rápido café da manhã. Ela segue alegremente em direção a cozinha, afinal um quente leite a espera, para aquecê-la antes de ela ter de enfrentar mais um dia cheio de tarefas a serem compridas. Mas, como qualquer pode perceber, o dia estava todo combinado e ao invés de algo quente ela tem de tomar um iogurte vencido e gelado.
Ainda tentando não se descontrolar ela sai de casa sentindo sua garganta gelada e seu paladar azedo, os quais são acentuados na primeira corrente de vento. Para completar essa manhã tão deliciosa, ela pisa em um sakate largado no meio do caminho e cai no chão desacordada. Alguns minutos depois ela acorda com medo de ter quebrado algo. Olha ao seu redor, está na cama debaixo do cobertor. Enquanto tentando entender seu sonho maluco ouvi um grito mais alto que seu sonho, lembrando que ela está mais atrasado do que imagina. Passando muito frio ela se levanta.
O dia está apenas começando...
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